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O Brasil na agenda global de desenvolvimento sustentável

Líderes precisam se unir para cumprir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Em setembro de 2015, líderes de 193 países concordaram, sob a coordenação da ONU, em implementar uma ousada agenda de desenvolvimento com o objetivo de garantir um planeta mais próspero, equitativo e saudável até 2030. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), então definidos, incluem 169 metas em grande diversidade de temas, materializando a evolução e o amadurecimento da discussão global sobre desenvolvimento sustentável desde a década de 90. Na abrangente agenda, se destacam erradicação da pobreza, agricultura e segurança alimentar, educação, saúde, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, produção e consumo sustentáveis, mudança do clima, proteção e uso sustentável dos ecossistemas terrestres e dos oceanos, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura e industrialização, cidades sustentáveis, governança e estratégias de implementação.

Essa agenda é singular por fornecer uma visão inclusiva e integrada de progresso sustentável – certamente o mais ambicioso plano de promoção do desenvolvimento humano até hoje elaborado. E ele não parte do zero. Os 17 objetivos prometem acelerar os avanços que o mundo tem experimentado nas últimas décadas. Em 1990, quase metade da população do mundo em desenvolvimento tinha menos de US$ 1,25 por dia para viver. O índice caiu para 14% em 2015. O número de pessoas pertencentes à classe média trabalhadora (que vivem com mais de US$ 4 por dia) quase triplicou, em termos globais, desde 1990. Nos países em desenvolvimento, a proporção de pessoas em condição de desnutrição caiu quase metade, de 23,3% , em 1990, para cerca de 13% na ocasião da aprovação dos ODS, em 2015.

Os ODS vão partir desses avanços, com foco nos passivos a serem superados, para ajudar as populações que ainda vivem na pobreza e para construir um mundo mais pacífico, próspero e sustentável. Um aspecto inteligente dessa agenda de desenvolvimento é que a maioria dos alvos pretendidos se complementa e se reforça, para evitar que o progresso em uma área não ocorra às custas de outra, erro comum no passado. Por exemplo, o aumento da produção de alimentos deverá ser buscado em sintonia com a gestão responsável dos recursos naturais; a expansão da energia renovável de base hídrica deverá se dar respeitando o abastecimento de água das populações; e a proteção dos oceanos não deve sufocar o crescimento econômico e o desenvolvimento nas regiões costeiras.

Para isso, a materialização dos ODS exigirá abordagens flexíveis, compartilhamento de conhecimentos entre múltiplas áreas e temas, políticas públicas integradas, além de métricas para avaliação sistemática de progresso e correção de rumos, sempre que necessário. É, portanto, fundamental que os governos, as empresas, as agências de fomento, os bancos multilaterais e a sociedade civil trabalhem em sintonia, reconhecendo a interdependência entre os vários objetivos e desenvolvendo competências e roteiros que permitam navegar no complexo terreno de formulação e melhoria de políticas e estratégias de implementação. Esse processo tem o apoio das Nações Unidas e de múltiplas organizações internacionais de desenvolvimento, que estão trabalhando para fornecer um apoio mais efetivo e coordenado, em especial aos países em desenvolvimento, instados a melhorar de forma urgente as próprias capacidades. O governo brasileiro criou, em 2016, a Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que tem o IBGE e o Ipea como assessores técnicos permanentes, e é composta por 16 entidades, oito governamentais e oito da sociedade civil.

Essa é uma agenda extraordinariamente oportuna para o Brasil, país de dimensões continentais que ainda não conseguiu organizar o processo de desenvolvimento a partir do empoderamento dos municípios, onde a vida da nação, de fato, pulsa. Promover o envolvimento e a liderança dos governos municipais é vital para experimentarmos os benefícios dos ODS, que incluem metas como gestão aprimorada para controle de despesas, busca de novas fontes de receita, captação de recursos e fortalecimento da credibilidade do poder público. Esse é o caminho para que nossos municípios prestem serviços básicos em favor da inclusão produtiva, da segurança e da sustentabilidade, que estão no âmago dos ODS.

Diversos objetivos e metas estimulam as empresas privadas a adotarem práticas que conduzam a crescimento econômico sustentado, inclusão social e proteção ambiental, integrando a informação de sustentabilidade em seus relatórios e prestações de conta, para daí auferir lucros e melhoria de imagem. É cada vez mais evidente que o engajamento do setor empresarial na busca por soluções para os grandes desafios da sociedade será elemento decisivo na busca de vantagens competitivas nos mercados. Por isso, o setor privado poderá se tornar elemento muito importante na entrega dos ODS.

Por fim, é importante destacar que as organizações científicas e tecnológicas desempenham papel fundamental na inovação para o desenvolvimento sustentável e, também, na modelagem e na aplicação de métricas para o acompanhamento e a medição de progressos. Como alimentação e agricultura têm relação com praticamente todos os ODS, a Embrapa desenvolve ampla avaliação de sua programação de pesquisa e inovação, mapeando interfaces e sinergias com os ODS e suas metas. É fundamental que as organizações públicas e privadas deem ao Brasil a musculatura necessária para a implementação de robusta estratégia que bem nos posicione nesta importante corrida de superação de obstáculos ao desenvolvimento sustentável até o ano de 2030.

* Mauricio Lopes é Presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Fonte: https://www.schefelconsultoria.com.br/2017/10/16/mercado-global-de-organicos-devera-movimentar-us-320-bi-ate-2025/ Por  Maurício Lopes

Ações governamentais podem favorecer agricultura irrigada no País

Investimento em tecnologia também contribui para redução de custos na atividade.

Um levantamento da Agência Nacional de Águas (ANA), divulgado nos últimos dias, mostra que a área irrigada no Brasil está situada em 6,95 milhões de hectares, o que coloca o país entre as maiores nações que utilizam o sistema, mas ainda atrás de grandes produtores de alimentos, como China e Estados Unidos, por exemplo.

Segundo a Irrigabras, empresa especializada em sistemas de irrigação, para que o Brasil possa subir mais posições nesse ranking ainda são necessárias algumas ações a médio longo prazo. “Para aumentar a área irrigada em função do potencial disponível são necessárias políticas estratégicas governamentais que incentivem o uso da irrigação além das próprias relações de mercado que sinalizem ao produtor que o investimento seja seguro”.

Mas o segmento ainda enfrenta desafios para uma maior expansão. Entre eles, a companhia destaca o aumento no custo de produção, especialmente os gastos com energia elétrica, que a partir de setembro foram cobrados no esquema de bandeira tarifária vermelha, podendo elevar, em média, R$ 3 a mais para cada cem quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A Irrigabrás destaca que o investimento em tecnologia é fundamental para ampliar as áreas irrigadas no Brasil. “A velocidade de ampliação será tanto maior quanto o incentivo dado e da demanda de alimentos do mercado”.

Ao destacar a importância de se pensar na segurança alimentar como uma forma estratégica, a companhia volta a ressaltar o compromisso do governo com a criação de políticas públicas para fomentar a agricultura irrigada. “O estabelecimento de uma legislação ambiental justa também é essencial para permitir o desenvolvimento do setor”.

Lavouras de trigo apresentam baixo percentual produtivo no RS

A cultura do trigo entra em fase final de produção no Rio Grande do Sul. De acordo com informações da Emater-RS, neste momento, as primeiras lavouras colhidas apresentam produtividade abaixo do esperado e um aumento, em relação aos anos anteriores, na incidência de lagartas, o que leva os produtores a aplicar maior número de aplicações de inseticidas em diversas delas. 

Ainda segundo a Emater, os maiores percentuais entre os estágios fenológicos são os de final de floração e enchimento de grãos. As lavouras em maturação apresentam coloração amarela pouco intensa, com espigas pequenas e baixo potencial produtivo.

As recentes chuvas acompanhadas de ventos fortes provocaram acamamento em algumas lavouras em estágio mais avançado do ciclo. A maioria das regiões produtoras continua com a previsão de que muitos agricultores irão solicitar o seguro (Proagro).

Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/trigo/2017/10/09/lavouras-de-trigo-apresentam-baixo-percentual-produtivo-no-rs.html / Por DATAGRO

 

Proposta auxilia produtores independentes na compra de milho

Projeto fornece subvenção para períodos em que os custos de produção superem os de venda do produto final.

Foi aprovada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, a proposta que concede subvenção econômica à compra de milho destinado à alimentação animal, realizada por produtores independentes de aves e suínos. A medida valerá para períodos em que os custos de produção superem os de venda do produto final.

De acordo com a Agência Câmara Notícias, a subvenção equivalerá no máximo à diferença entre o preço médio de aquisição do milho na região de produção dos animais e o preço médio do grão nas principais regiões produtoras do País. Os limites, as condições, os critérios e a forma de apuração e de acesso serão estabelecidos em regulamento posterior.

“A medida é de especial interesse dos criadores independentes de animais, que, diferentemente dos produtores integrados a sistemas agroindustriais, assumem todo o custo com a alimentação dos animais”, explicou, em nota o deputado Nelson Meurer (PP-PR). “Além disso, a nova subvenção é muito oportuna em períodos de grande elevação das cotações do milho no mercado interno, que pode inviabilizar economicamente a atividade de pequenos criadores de animais”, conclui.

Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/milho/2017/10/02/proposta-auxilia-produtores-independentes-na-compra-de-milho.html

Brasil tem uma das maiores áreas irrigadas do mundo

Mais de 6 milhões de hectares produzem alimentos utilizando diferentes técnicas de irrigação.

Um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que o Brasil está entre os dez países com a maior área irrigada do mundo. A pesquisa Atlas Irrigação: uso da água na agricultura irrigada, mostra que o país tem 6,95 milhões de hectares que produzem alimentos utilizando diferentes técnicas de irrigação. A pesquisa, lançada hoje (2), mostra ainda que o montante é apenas 20% da área potencial para a atividade.


Potencial da atividade irrigatória está abaixo do esperado no Brasil

A Região Sudeste tem a maior área irrigada do Brasil, com 2.709.342 hectares (ha) irrigados; a Sul, 1.696.233; a Norte, 194.002 ha; a Nordeste, 1.171.159; e a Centro-Oeste, 1.183.974. O estudo da ANA destaca quatro métodos de irrigação como os principais no país: por superfície, subterrânea, por aspersão e localizada, especialmente usadas no agronegócio.

Entre os principais cultivos irrigados no país, como arroz, cana-de-açúcar, culturas em pivôs centrais (método no qual a água é aspergida por cima da plantação utilizando-se uma tubulação suspensa), a exemplo do feijão, milho e da soja, e demais culturas e sistemas.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os líderes mundiais são a China e a Índia, com cerca de 70 milhões de hectares (Mha) cada, seguidos dos Estados Unidos (26,7 Mha), do Paquistão (20,0 Mha) e Irã (8,7 Mha). O Brasil aparece no grupo de países que têm área entre 4 e 7 Mha, que inclui a Tailândia, o México, a Indonésia, Turquia, Bangladesh, o Vietnã, Uzbequistão, a Itália e Espanha.

Declaração de propriedade rural deve ser entregue até sexta (29)

Mais de 5 milhões de produtores devem fazer a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural.

Termina na próxima sexta-feira (29) o prazo para que os agricultores entreguem a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) no exercício 2017. A previsão da Receita Federal é de que sejam entregues 5,4 milhões de declarações este ano.

A multa para aqueles que não entregarem o DITR é de 1% ao mês calendário ou fração sobre o imposto devido ou R$ 50, prevalecendo o maior valor.

Deverão apresentar a declaração pessoas físicas ou jurídicas proprietárias ou titulares do domínio útil ou possuidoras de qualquer título, incluindo aquelas que ocupam o imóvel em usufruto, e também um dos co-possuidores, quando mais de uma pessoa tiver a posse do imóvel rural. No caso de contratos, decisões judiciais ou doações que estabeleçam que a propriedade pertence a mais de um contribuinte, um dos condôminos também deverá entregar a declaração.

Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/2017/09/25/declaracao-de-propriedade-rural-deve-ser-entregue-ate-sexta-29.html / Por Uagro

Plantio de milho atinge 34% da área no RS

Clima segue favorecendo a semeadura das culturas de verão.

Clima segue favorecendo a semeadura das culturas de verão.

O plantio de milho no Rio Grande do Sul atingiu 34% da área prevista para a temporada 2017/18. Os trabalhos nas lavouras do campo estão avançados, já que em igual período da safra passada o percentual de semeadura chegou a 20%. As informações são da Emater-RS.

De acordo com informativo da Emater-RS, a totalidade das lavouras de milho se encontra nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo. Em determinadas áreas, algumas primeiras plântulas já apresentam sintomas de ataque de pragas, mesmo com aplicação de inseticida .

Para as lavouras de soja, os produtores neste momento focam na aquisição de insumos, além de intensificar a regulagem das plantadeiras.

O clima no Estado também está favorecendo o plantio de arroz, no momento em que os produtores preparam o solo para a implantação e limpam os canais de irrigação e drenagem, melhorando o acesso às lavouras, inclusive com taipas prontas, possibilitando a realização do plantio na época correta/ideal de semeadura ou até mesmo sua antecipação.

Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/milho/2017/09/15/plantio-de-milho-atinge-34-da-area-no-rs.html / Por DATAGRO

Porto de Paranaguá bate recorde de exportação de grãos

Em agosto foram embarcadas 2,02 milhões de toneladas de milho, farelo de soja e soja.

O Porto de Paranaguá bateu recorde de exportação de grãos em agosto. No último mês foram embarcadas 2,02 milhões de toneladas de milho, farelo de soja e soja, superando em 5,6% o recorde de movimentação mensal alcançado em junho de 2015, com 1,9 milhão de toneladas embarcadas.

Ao todo, foram exportadas pelo Porto de Paranaguá 644.035 toneladas de milho, 315.681 toneladas de farelo de soja e 1.068.506 toneladas de soja, nos três berços do Corredor de Exportação.
Nos últimos 25 meses, o Porto de Paranaguá bateu 34 recordes históricos de movimentação de cargas. Em 18 de agosto, por exemplo, o Correx bateu recorde de embarque de grãos num período de 24 horas, com 134.057 toneladas de milho e farelo de soja movimentadas em um dia.

Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/graos/2017/09/11/porto-de-paranagua-bate-recorde-de-exportacao-de-graos.html / Por DATAGRO

Expointer fecha 40ª edição com ênfase na troca de conhecimentos

Encontros entre representantes de vários segmentos da cadeia do agronegócio para elaboração de estratégias

Os encontros entre representantes de vários segmentos da cadeia do agronegócio para elaboração de estratégias, busca de soluções para problemas comuns a produtores rurais de todo o Mercosul e cobrança de medidas políticas para viabilizar o desenvolvimento do campo foram pontos destacados pelo presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, na coletiva de imprensa de balanço da 40ª Expointer, na Farsul. De acordo com com ele, mais do que números de comercialização, o aprendizado e as trocas de experiências trazidas na edição deste ano foram fatores que enriqueceram os participantes desta edição, que comemorou ainda os 90 anos de fundação da Farsul.

“Acredito que saímos da feira vencedores com os investimentos e as ações desenvolvidas na Expointer, afinal todos saímos daqui sabendo muito mais do que sabíamos quando entramos”, afirma Sperotto, ao citar as diversas ações realizadas na feira.

O presidenet destacou as reuniões com políticos e representantes de federações de outros Estados e do Mercosul. Um dos encontros já resultou em ações concretas: durante visita do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi, a Farsul questionou as informações do zoneamento agrícola de risco climático das lavouras de soja no RS, que apresentava incompatibilidade com as práticas agronômicas recomendadas para a realidade do Estado. Como resultado da solicitação de mudança, foi publicada uma nova portaria, de número 197, no dia 1º de setembro, que atendeu às recomendações da Farsul.

O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, relatou o conteúdo das reuniões com a CNA -Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – e com o grupo FARM – a Federação de Associações Rurais do Mercosul – que trataram sobre bovinocultura de corte. Entre os assuntos abordados, está a importância da introdução de raças britânicas no rebanho zebuíno do restante do Brasil, já que essas conferem maciez à carne, um dos principais indicadores de qualidade, elevando assim o valor percebido pelo mercado internacional da carne brasileira. “O Brasil exporta para mais de 170 países e ainda tem dificuldades de entrar no mercado de carne gourmet. A solução para atingirmos o mercado gourmet no mundo é levar as raças britânicas para termos meio sangue de qualidade”, afirma ao lembrar que o Rio Grande do Sul tem um papel importante neste plano, por constituir o principal reduto de raças britânicas no país.

Gedeão Pereira comentou ainda o encontro com o grupo FARM, em que foram discutidas as negociações para o fechamento do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, e a proposta de elevação da cota de exportação de bovinos para o continente europeu. O grupo teve ainda a oportunidade de conhecer em detalhes a proposta do Brasil para a retirada da vacinação contra a febre aftosa. Nos encontros com federações do Brasil e do Mercosul foram abordadas ainda formas de ampliar a participação do Brasil em eventos internacionais e buscar novos acordos para a comercialização de produtos como carne e leite em mercados como a China e o México.

A Farsul promoveu ainda discussões sobre logística, com ênfase em ferrovias e hidrovias, com a busca de soluções para equacionar a navegabilidade da Lagoa dos Patos, pontos que estão em sintonia com o objetivo de ampliar mercado para os produtos do Mercosul a preços competitivos.

O assunto da qualidade da carne também foi levado das mesas de discussão para o grande público da feira: a vitrine da carne. Ação que completa 10 anos, consiste em oficinas para mostrar como preparar cortes de forma a valorizar a carne de suínos, ovinos, bovinos e zebuínos. Pela vitrine da carne neste ano passaram mais de 3600 pessoas, que acompanharam 31 oficinas e a preparação de 1300 kg de carne.

A vitrine da carne fez parte do espaço do Salão do empreendedor, iniciativa da Farsul, Senar-RS e Sebrae que promoveu a integração de sete cadeias produtivas, que registrou a circulação de 76.184 pessoas, sendo 27.921 delas atendidas. O superintendente do Sebrae-RS, Derly Fialho, avalia que ações como essa são importantes para levar ao consumidor final o conhecimento sobre os produtos que são oriundos do meio rural. “Temos a preocupação que o boi criado com capricho no campo, pode ser destruído na cozinha, se o consumidor não souber prepara-lo corretamente. É preciso que todos os elos da cadeia tenham conhecimento e cuidado para que o leite, a carne e os demais produtos conservem a qualidade do campo ao prato”.

O superintendente do Senar-RS, Gilmar Tietböhl, destacou o caráter educativo das atividades empreendidas, como o Jogo do Campo, atividade que atraiu 3.847 inscritos, “é uma atração que divulga nossas ações educacionais de forma lúdica e atrativa. Nove instrutores passam conhecimento aos participantes e mostram o que temos a oferecer, afirma o superintendente sobre o jogo da velha gigante em que dois participantes testam seus conhecimentos sobre o agronegócio.

Sobre as comercializações dentro da feira, as vendas de animais superaram os R$ 10,5 milhões de reais, segundo o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, o resultado, apesar de mais baixo do que o do ano passado, ficou dentro do esperado, já que houve uma queda no preço da carne desde a Operação Carne Fraca, e acredita que os investimentos feitos neste ano estão foram de forma mais cautelosa. Os cavalos crioulos puxaram as vendas da feira, com mais de R$ 7 milhões em negócios fechados. Entre os bovinos, a Feira de Novilhas e Ventres Selecionados da Farsul registrou R$ 700 mil em vendas, quase a metade do valor total e bovinos negociados na feira.

A Casa Rural compareceu à Feira pelo 11º ano seguido e impulsionou a promoção comercial de seis empresas parceiras das áreas de calcário, forrageiras (sementes), energia alternativa, plano de saúde, bens patrimoniais e seguro de vida resgatável. Comitivas do Mato Grosso do Sul e do Espírito Santo vieram à feira conhecer a atuação da Casa Rural. Mais de mil pessoas visitaram o espaço da Casa Rural na feira.

 

Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/expointer-fecha-40–edicao-com-enfase-na-troca-de-conhecimentos_397693.html / Imagem créditos: Embrapa Por: FARSUL – FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Leite: preços recuam 4,22% em agosto no RS

Baixa oferta do UHT, queda no valor do leite em pó influenciaram o resultado.

O valor do leite projetado para fim de agosto deve registrar queda de 4,22% no Rio Grande do Sul, se situando em R$ 0,9006, bem abaixo do valor registrado em julho, que foi de R$ 0,9403. Os dados são do Conseleite. Segundo o professor da UPF Eduardo Belisário Finamore, além da baixa de 3,63% no leite UHT, a queda se acentuou devido à redução de 7,7% no valor de referência do leite em pó.

 

Para o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, o mercado se encontra em um momento de margens mínimas. “Batemos no fundo do poço. Agora é preciso dar início a uma retomada”, disse, em nota.

As vendas, sugere ele, estão condicionadas às ofertas das gôndolas em função do baixo poder aquisitivo do consumidor em tempos de crise. “Precisamos continuar a produzir e sermos cada vez mais competitivos porque a tendência é melhorar. Esse cenário irá se recuperar na sequência”, frisou, pontuando a importância de pleitear apoio ao governo para dar um freio às importações de cargas do Uruguai e de estímulo às compras governamentais.

Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agroindustria/laticinios/2017/08/25/leite-precos-recuam-4-22-em-agosto-no-rs.html / Por DATAGRO

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