Month: outubro 2017

O Brasil na agenda global de desenvolvimento sustentável

Líderes precisam se unir para cumprir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Em setembro de 2015, líderes de 193 países concordaram, sob a coordenação da ONU, em implementar uma ousada agenda de desenvolvimento com o objetivo de garantir um planeta mais próspero, equitativo e saudável até 2030. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), então definidos, incluem 169 metas em grande diversidade de temas, materializando a evolução e o amadurecimento da discussão global sobre desenvolvimento sustentável desde a década de 90. Na abrangente agenda, se destacam erradicação da pobreza, agricultura e segurança alimentar, educação, saúde, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, produção e consumo sustentáveis, mudança do clima, proteção e uso sustentável dos ecossistemas terrestres e dos oceanos, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura e industrialização, cidades sustentáveis, governança e estratégias de implementação.

Essa agenda é singular por fornecer uma visão inclusiva e integrada de progresso sustentável – certamente o mais ambicioso plano de promoção do desenvolvimento humano até hoje elaborado. E ele não parte do zero. Os 17 objetivos prometem acelerar os avanços que o mundo tem experimentado nas últimas décadas. Em 1990, quase metade da população do mundo em desenvolvimento tinha menos de US$ 1,25 por dia para viver. O índice caiu para 14% em 2015. O número de pessoas pertencentes à classe média trabalhadora (que vivem com mais de US$ 4 por dia) quase triplicou, em termos globais, desde 1990. Nos países em desenvolvimento, a proporção de pessoas em condição de desnutrição caiu quase metade, de 23,3% , em 1990, para cerca de 13% na ocasião da aprovação dos ODS, em 2015.

Os ODS vão partir desses avanços, com foco nos passivos a serem superados, para ajudar as populações que ainda vivem na pobreza e para construir um mundo mais pacífico, próspero e sustentável. Um aspecto inteligente dessa agenda de desenvolvimento é que a maioria dos alvos pretendidos se complementa e se reforça, para evitar que o progresso em uma área não ocorra às custas de outra, erro comum no passado. Por exemplo, o aumento da produção de alimentos deverá ser buscado em sintonia com a gestão responsável dos recursos naturais; a expansão da energia renovável de base hídrica deverá se dar respeitando o abastecimento de água das populações; e a proteção dos oceanos não deve sufocar o crescimento econômico e o desenvolvimento nas regiões costeiras.

Para isso, a materialização dos ODS exigirá abordagens flexíveis, compartilhamento de conhecimentos entre múltiplas áreas e temas, políticas públicas integradas, além de métricas para avaliação sistemática de progresso e correção de rumos, sempre que necessário. É, portanto, fundamental que os governos, as empresas, as agências de fomento, os bancos multilaterais e a sociedade civil trabalhem em sintonia, reconhecendo a interdependência entre os vários objetivos e desenvolvendo competências e roteiros que permitam navegar no complexo terreno de formulação e melhoria de políticas e estratégias de implementação. Esse processo tem o apoio das Nações Unidas e de múltiplas organizações internacionais de desenvolvimento, que estão trabalhando para fornecer um apoio mais efetivo e coordenado, em especial aos países em desenvolvimento, instados a melhorar de forma urgente as próprias capacidades. O governo brasileiro criou, em 2016, a Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que tem o IBGE e o Ipea como assessores técnicos permanentes, e é composta por 16 entidades, oito governamentais e oito da sociedade civil.

Essa é uma agenda extraordinariamente oportuna para o Brasil, país de dimensões continentais que ainda não conseguiu organizar o processo de desenvolvimento a partir do empoderamento dos municípios, onde a vida da nação, de fato, pulsa. Promover o envolvimento e a liderança dos governos municipais é vital para experimentarmos os benefícios dos ODS, que incluem metas como gestão aprimorada para controle de despesas, busca de novas fontes de receita, captação de recursos e fortalecimento da credibilidade do poder público. Esse é o caminho para que nossos municípios prestem serviços básicos em favor da inclusão produtiva, da segurança e da sustentabilidade, que estão no âmago dos ODS.

Diversos objetivos e metas estimulam as empresas privadas a adotarem práticas que conduzam a crescimento econômico sustentado, inclusão social e proteção ambiental, integrando a informação de sustentabilidade em seus relatórios e prestações de conta, para daí auferir lucros e melhoria de imagem. É cada vez mais evidente que o engajamento do setor empresarial na busca por soluções para os grandes desafios da sociedade será elemento decisivo na busca de vantagens competitivas nos mercados. Por isso, o setor privado poderá se tornar elemento muito importante na entrega dos ODS.

Por fim, é importante destacar que as organizações científicas e tecnológicas desempenham papel fundamental na inovação para o desenvolvimento sustentável e, também, na modelagem e na aplicação de métricas para o acompanhamento e a medição de progressos. Como alimentação e agricultura têm relação com praticamente todos os ODS, a Embrapa desenvolve ampla avaliação de sua programação de pesquisa e inovação, mapeando interfaces e sinergias com os ODS e suas metas. É fundamental que as organizações públicas e privadas deem ao Brasil a musculatura necessária para a implementação de robusta estratégia que bem nos posicione nesta importante corrida de superação de obstáculos ao desenvolvimento sustentável até o ano de 2030.

* Mauricio Lopes é Presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Fonte: https://www.schefelconsultoria.com.br/2017/10/16/mercado-global-de-organicos-devera-movimentar-us-320-bi-ate-2025/ Por  Maurício Lopes

Mercado global de orgânicos deverá movimentar US$ 320 bi até 2025

Expectativa é que a categoria de bebidas cresça 13% no período, puxada por produtos como leite de soja, chás e cafés.

O mercado global de produtos orgânicos deverá atingir o valor de US$ 320,5 bilhões até 2025, apontam recentes pesquisas, diz nota do “Comunicaffe”.

Neste universo, a expectativa é que a categoria de bebidas orgânicas cresça 13% no período, alcançando um faturamento de US$ 55 bilhões.

O segmento de bebidas orgânicas será puxado por produtos como, por exemplo, leite de soja, chás e cafés.

Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/flores-frutas-e-horti/2017/10/13/mercado-global-de-organicos-devera-movimentar-us-320-bi-ate-2025.html / Por DATAGRO

Ações governamentais podem favorecer agricultura irrigada no País

Investimento em tecnologia também contribui para redução de custos na atividade.

Um levantamento da Agência Nacional de Águas (ANA), divulgado nos últimos dias, mostra que a área irrigada no Brasil está situada em 6,95 milhões de hectares, o que coloca o país entre as maiores nações que utilizam o sistema, mas ainda atrás de grandes produtores de alimentos, como China e Estados Unidos, por exemplo.

Segundo a Irrigabras, empresa especializada em sistemas de irrigação, para que o Brasil possa subir mais posições nesse ranking ainda são necessárias algumas ações a médio longo prazo. “Para aumentar a área irrigada em função do potencial disponível são necessárias políticas estratégicas governamentais que incentivem o uso da irrigação além das próprias relações de mercado que sinalizem ao produtor que o investimento seja seguro”.

Mas o segmento ainda enfrenta desafios para uma maior expansão. Entre eles, a companhia destaca o aumento no custo de produção, especialmente os gastos com energia elétrica, que a partir de setembro foram cobrados no esquema de bandeira tarifária vermelha, podendo elevar, em média, R$ 3 a mais para cada cem quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A Irrigabrás destaca que o investimento em tecnologia é fundamental para ampliar as áreas irrigadas no Brasil. “A velocidade de ampliação será tanto maior quanto o incentivo dado e da demanda de alimentos do mercado”.

Ao destacar a importância de se pensar na segurança alimentar como uma forma estratégica, a companhia volta a ressaltar o compromisso do governo com a criação de políticas públicas para fomentar a agricultura irrigada. “O estabelecimento de uma legislação ambiental justa também é essencial para permitir o desenvolvimento do setor”.

Lavouras de trigo apresentam baixo percentual produtivo no RS

A cultura do trigo entra em fase final de produção no Rio Grande do Sul. De acordo com informações da Emater-RS, neste momento, as primeiras lavouras colhidas apresentam produtividade abaixo do esperado e um aumento, em relação aos anos anteriores, na incidência de lagartas, o que leva os produtores a aplicar maior número de aplicações de inseticidas em diversas delas. 

Ainda segundo a Emater, os maiores percentuais entre os estágios fenológicos são os de final de floração e enchimento de grãos. As lavouras em maturação apresentam coloração amarela pouco intensa, com espigas pequenas e baixo potencial produtivo.

As recentes chuvas acompanhadas de ventos fortes provocaram acamamento em algumas lavouras em estágio mais avançado do ciclo. A maioria das regiões produtoras continua com a previsão de que muitos agricultores irão solicitar o seguro (Proagro).

Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/trigo/2017/10/09/lavouras-de-trigo-apresentam-baixo-percentual-produtivo-no-rs.html / Por DATAGRO

 

Proposta auxilia produtores independentes na compra de milho

Projeto fornece subvenção para períodos em que os custos de produção superem os de venda do produto final.

Foi aprovada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, a proposta que concede subvenção econômica à compra de milho destinado à alimentação animal, realizada por produtores independentes de aves e suínos. A medida valerá para períodos em que os custos de produção superem os de venda do produto final.

De acordo com a Agência Câmara Notícias, a subvenção equivalerá no máximo à diferença entre o preço médio de aquisição do milho na região de produção dos animais e o preço médio do grão nas principais regiões produtoras do País. Os limites, as condições, os critérios e a forma de apuração e de acesso serão estabelecidos em regulamento posterior.

“A medida é de especial interesse dos criadores independentes de animais, que, diferentemente dos produtores integrados a sistemas agroindustriais, assumem todo o custo com a alimentação dos animais”, explicou, em nota o deputado Nelson Meurer (PP-PR). “Além disso, a nova subvenção é muito oportuna em períodos de grande elevação das cotações do milho no mercado interno, que pode inviabilizar economicamente a atividade de pequenos criadores de animais”, conclui.

Fonte: http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/milho/2017/10/02/proposta-auxilia-produtores-independentes-na-compra-de-milho.html

Brasil tem uma das maiores áreas irrigadas do mundo

Mais de 6 milhões de hectares produzem alimentos utilizando diferentes técnicas de irrigação.

Um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que o Brasil está entre os dez países com a maior área irrigada do mundo. A pesquisa Atlas Irrigação: uso da água na agricultura irrigada, mostra que o país tem 6,95 milhões de hectares que produzem alimentos utilizando diferentes técnicas de irrigação. A pesquisa, lançada hoje (2), mostra ainda que o montante é apenas 20% da área potencial para a atividade.


Potencial da atividade irrigatória está abaixo do esperado no Brasil

A Região Sudeste tem a maior área irrigada do Brasil, com 2.709.342 hectares (ha) irrigados; a Sul, 1.696.233; a Norte, 194.002 ha; a Nordeste, 1.171.159; e a Centro-Oeste, 1.183.974. O estudo da ANA destaca quatro métodos de irrigação como os principais no país: por superfície, subterrânea, por aspersão e localizada, especialmente usadas no agronegócio.

Entre os principais cultivos irrigados no país, como arroz, cana-de-açúcar, culturas em pivôs centrais (método no qual a água é aspergida por cima da plantação utilizando-se uma tubulação suspensa), a exemplo do feijão, milho e da soja, e demais culturas e sistemas.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os líderes mundiais são a China e a Índia, com cerca de 70 milhões de hectares (Mha) cada, seguidos dos Estados Unidos (26,7 Mha), do Paquistão (20,0 Mha) e Irã (8,7 Mha). O Brasil aparece no grupo de países que têm área entre 4 e 7 Mha, que inclui a Tailândia, o México, a Indonésia, Turquia, Bangladesh, o Vietnã, Uzbequistão, a Itália e Espanha.

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